segunda-feira, 4 de maio de 2009

"All Things Lie in the Shadow"

WATTSBODYLAYINTHE
SHADOWWATTSBELACQUAS
ANDMURPHYSAALBIDIES
LIEINTHESHADOWTHATSWAHTISAY

ALLTHINGSLIEINTHESHADOWOFTHE
IDEAWEHAVEABOUTTHEM

ALLthingSlieINtheSHAdow

"Naughtopy"

NAUGHTOPYINBECKEETSTHEATRE
BECKETTSPERSPECTIVEISNAUGHT
OPICNOTMYOPICNAUGHTOPIC
NOUGHTOPICNIHILOPIC

"Onthologial Comedy in Beckett's Work"

ONTHOLOGICALCOMEDY
INBECKETTSWORK
COMEDYINBECKKETS
ONTHOLOGICALWORK

"Lose n' Die"

LOSERTDAKDESITDE
TAKESEALLTAKESIT
TALLTAKESLAOA
ALLTHATTTAKEST
ALLALLHALHHAALLALL

"Good Old Prick"

GoODOLDbeCKETTgoODOLdprICkk
GoogOldBeCKettGogOldMagogg
BeckettoldGOgOlgGoggleSinneRUn
GOOgleOLgGogotGoDotGolgdle
GooDOldBeckettGoodOldMAllOyandMuRphY

"Odd Man Out"


MAnMAnMaNMAnMAnmM
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MaNManMAnMANmAN
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MaNMAnMANmAN

OuT TTT

"Teatro Forum"

I
SEmpREQueLhEdêParAACulTuRAEPinTArIdeIaBoA
QuaNdoACooiSaFiCarPreTaNumTeaTroDeLisBoa
ChAmeUmpoLícIaUmcOpumFlicBoalpoDEser
FliC La FéRiA
II
BOaAuGustoLiSboaAgoStoBoalAuGuSto
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BOaAuGustoLiSboaAgoStoBoalAuGuSto

BOaAuGustoLiSboaAgoStoBoalAuGuSto

..................................................................................

aSpeMatterHornQuaNdoAcOisAPreta
RoxaProVoCarSauDadeSocIala
ExÍLiOAquiNAteRRaumDiAChovE

domingo, 3 de maio de 2009

"Gnome With The Wind"

WAtTDidyOuSayISaidHesaidIsaid
THatWhoroscopeASSumptioNoFThingsThat
AlBaSedEndoEtQuIescendoCascando
HeEhJoeDanteTHeLobstersaId
IFAllAndHesaidWattGnomewithTheWindHesaid
MissfittIsaidNohesaidMisfitWatTHesaaidAndI
SaidNoItsTheEchoShesaidIwasWrongWords
DontStartSPeechTheyBUryityIsaidAndHesaidWatt

"All That Fall"

aavBeckettMorePriCKsThan
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MoreKicksThaNDeaThMoReDeathThan
FAllThanDeathRockabyEhJoe
MoreBeckettTHanKraPPpThanBeckETt
ThatMuRPhyThnaMolloY
ThaNDeathThanBacetTHastLastFAll
ThanNaghtThatFAllThanNaughtThanDieMissFItt
ThanDieThatFallThatDieThatFAllThatrDieThanBecket
ALThatBeckketYHatFallThaTDieNaughtout

ALL THAT FALL

ALLTHATFALLTHATFALL
ALLTHATBECKETTHATTG
BECKETTTHATFALLMIS
FITTTHATFALLRRUINEYTH
ROONEYTHATFALLRUI
BECKETTDEATHTHATF
FALLFALLFALLFNAUGHT
ALLTHATFALLTHATBECKETT
FALFALLFALLFALLFALL

"HERBECKETT"

HERBERTOHELDER
HEDEATHERBERTO

HERBERTOBECKET
HDEATHDREDLEHO
OTREBREHHELDER

"MOSAIC-I"

NACHTUNTRÄUME
KRAPP.SLASTTAPE
SAMUEL.BECKET.T
WAITINGFORGODO
TEHJOE.ROCKA.BY
MOREPRICKSTHAN
KICKSAMBECKETT

"MOSAIC-II"

SANMUELBECKETT
SAMUE.L BECKETT
SAMUELOBECKETT
SNAUGHT.BECKET
SAMUELBECKTETT
SASMUELBECKETT

SAMUEL.BECKETT
SAMU.ELBECKETT
SAMUNAUGHTETT
SAMUEL.BECKETT
SAMNAUGHTC. ET
SAMUELBEC.KETT

sábado, 2 de maio de 2009

"Onthos--A Visual Essay On Beckett's Onthological Comedy"

SAMUEL O BECKETT
SAMUEL BE NCKETT
SAMUEL T BECKETT
SAMUELBECKH ETT
SAMUEL OBECKETT
SA S MUELBECKETT

"Naughtopy--A Visual Survey Of Samuel Beckett's Naughtopy-I"

SAM N UEL BECKETT'S
SAMUEL BECK A ETT'S
SAMU U EL BECKETT'S
SAMUEL BECK G ETT'S
SAM H UEL BECKETT'S
SAMUELBEC T KETT' S
S O AMUEL BECKETT'S
SAMUEL P BECKETT' S
SAMUEL BECKETT Y 'S

"Samuel Beckett's Naughtopy Revisited"

SAM.UEL BECKETT
SAMU.EL BECKETT
SAMUE.L BECKETT
SAMUEL. BECKETT
SAMUEL.B.ECKETT
SAMUEL.BE.CKETT

SAULME .EBCKETT
SUMA.EL BECKETT
SAMUEL. BECKETT
SAMUEL.BECK.ETT

N.A.U.G.H.T.O.P.Y

"Rotação QUASE total para o concreto"


HERBERTO HELDER
HERBERTO HELDER
HERBERTO HELDER
HERBARTO HELDER
HERBERTO HELDER
HERBERTO HELDER
HERBECKETT.HELD

"Núvem..."


O TEXTO QUE IMEDIATAMENTE SE SEGUE FOI ESPECIFICAMENTE INSPIRADO NOS RITMOS CINÉTICOS DE "BERLIM, SINFONIA DE UMA CIDADE" DE WALTER RUTTMANN E "O HOMEM DA CÂMARA DE FILMAR" DE DZIGA VERTOV.

"Sonnet"


A PEDDLER HE IS
OF A GOLDEN WHERE;
THERE'S GOT TO BE
AN IT'S GOT TO BE


SOMEWHERE...

"Story in which the characters are musicians and their rhythm"


JOAN BAEZ AND BOB DYLAN
JOAN DYLAN AND BOB BAEZ
JOAN JOAN AND BOB BOB
DYLAN
BAEZ

DONE
GONE.

"DA MINHA ATÉ HOJE NÃO REVELADA BIOGRAFIA..."

OS TEXTOS QUE SE SEGUEM PRETENDEM SER UMA HOMENAGEM PESSOAL DO TITULAR DO BLOG A ALEXANDRE O'NEILL, JACQUES PRÉVERT E TAMBÉM AO GRANDE CESÁRIO VERDE, OS TRÊS (TALVEZ) MAIORES POETAS E CANTORES DAS DUAS CIDADES ONDE O PRÓPRIO ALGUMA VEZ NASCEU...
.......E TAMBÉM A CARL SANDBURG E A LANGSTON HUGHES QUE APESAR DE AMERICANOS E ISSO TUDO NÃO ERAM TOLOS NENHUNS...

"Uma História Verídica"


Quando passou em Portugal o filme do Godard "Je Vous Salue, Marie" ("Pleine de merde, pourri soit ton nom" e por aí adiante) um Abecassis qualquer quis invadir a sala de cinema onde passava o filme e partir tudo.

Mais ou menos na mesma ocasião, um Sousa Lara e um Santana Lopes quaisquer pretenderam, por sua vez, proibir a venda do livro "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" do Saramago.

Então na ocasião e para a ocasião, fiz uma "coisa" com papéis recortados que dizia assim:

"Mon cher Saramago. Meu caro Godard. Il n'y a plus de dúvidas de que a Incultura Portuguesa est de plus en plus PURITAINE."

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Idade Mídia! A Idade Mídia!... Pois..."

EU SOU DOS QUE ESCREVEM, IRONIZANDO, SOBRE A IDADE MÍDIA.
ALIÁS, QUEM CUNHOU O TERMO FUI EU (FAZ PARTE DO TÍTULO DE UMA COLAGEM MINHA INTITULADA "ALEGORIA OU IDADE MÍDIA A" EXIBIDA, PELA PRIMEIRA VEZ, NA "BIENAL DE ARTES PLÁSTICAS" DA X FESTA DO "AVANTE"E QUE É PARTE DE UMA SÉRIE CUJO TÍTULO GENÉRICO É PRECISAMENTE "IDADE MÍDIA".
ISTO FOI HÁ TEMPOS PORQUE...
DEPOIS, VIERAM UNS SENHORES MUITO MEUS AMIGOS E ZÁS! "DÁ CÁ ISSO C'AGORA É NOSSO!..."

FIQUEI PARA MORRER
E NÃO DIGO MAIS NADA!...

Carlos Machado Acabado

"O Meu Amigo Gay..."

Eu tenho um amigo que é gay e me está sempre a dizer:
"Então? Quando é que vamos à discoteca gay?..."
DISCOTECA GAY???!!! --digo eu...
[E se eu vos disser que a Discoteca Gay fica numa antiga estação de caminhos de ferro desactivada e, por isso, se chama "Discoteca... Gare"?...]

Carlos Machado Acabado

"SLOGAN ALIMENTAR"

SE EU FOSSE PUBLICITÁRIO COMO O ALEXANDRE O' NEILL (QUE, COMO FACILMENTE JÁ PERCEBERAM, DÁ O NOME A ESTE BLOG) OU O ARY DOS SANTOS (QUE NÃO DÁ MAS TINHA, TAMBÉM COISAS GIRAS) FAZIA UM SLOGAN PARA, POR EXEMPLO, AS CANTINAS ESCOLARES QUE DIZIA () ASSIM :

PR'Ó DENTE?
PRUDENTE!..

Um slogan eficaz tem de ser directo, curto, certeiro e... "rebentar de uma só vez na nossa boca mental" como muitos, geralmente brilhantes, dos fabulosos "operários da palavra" que citei.

OUTRO QUE EU PODIA FAZER ERA PARA AS AUTO-ESTRADAS E DIZIA:

QUEREMOS VIAS RÁPIDAS, NÃO QUEREMOS VIDAS RÁPIDAS!

[Perceberam o trocadilho, não perceberam?...]

E ESTA:

ANDE NA BRISA, NÃO ANDE NA BRASA!

Não é genial?...

Sou...

Carlos Machado Acabado

"As "estórias" que eles contam" ou "A Cartilha Fraternal [segundo Carl Sandburg e uns fuminhos de Luís Pacheco] I

ANTES DE VIREM A PORTUGAL EM SERVIÇO, OS DOIS REPÓRTERES BRASILEIROS FORAM AVISADOS DE QUE PORTUGAL, TIRANDO O GOVERNO, ERA UM PAÍS PERFEITAMENTE NORMAL E DEMOCRÁTICO MAS QUE, DEVIDO A ESSE PEQUENO PORMENOR, ERA PRECISO TER CUIDADO COM O QUE SE DIZIA E ESCREVIA.
ORA, A MISSÃO DOS BRASILEIROS ERA PRECISAMENTE COBRIR A VISITA DO PRIMEIRO-MINISTRO DO GOVERNO A MAR*OCOS...
CHEGADOS À CAPITAL DESSE PAÍS AFRICANO, UM DOS BRASILEIROS, O LOCUTOR, COMEÇA A TRANSMITIR PARA O SEU PAÍS A REPORTAGEM DA CHEGADA DA COMITIVA PORTUGUESA.
DIZ ELE: "EM RABAT, O PRIMEIRO-MINISTRO PORTUGUÊS..."
MAS NÃO ACABA A FRASE PORQUE O SEU COMPANHEIRO, OLHOS ARREGALADOS, CABELOS EM PÉ, COMPLETAMENTE EM PÂNICO, LHE GRITA:
"CUIDADO, CARA!! VÊ BEM O QUE 'CÊ DIZ! SE SÓ POR CRITICÁ O CARA 'CÊ LEVA PROCESSO, 'MAGINA POR QUÊRÊ ENRABÁ ELI!...!
[HÁ CONFUSÕES (BRASILEIROS E PRIMEIROS-MINISTROS) CURTIDOS QUE DÃO BELAS HISTÓRIAS, NÃO HÁ?...)]
Carlos Machado Acabado

"As "estórias" que eles contam [segundo Carl Sandburg] ou "A Cartilha Fraternal" V

Dizia o utente furioso com a (má!) qualidade dos produtos comprados numa conhecida (e prestigiadíssima!) "grande superficie comercial":
"SUPERMERCADOS MODELO! SUPERMERCADOS MODELO! DEVIAM ERA CHAMAR-SE... SUPERMERCADOS FODÊ-LO!..."

[Às vezes, dá mesmo vontade de dizer coisas assim, não é? Chamar cabrão ao padre, filho da mãe ao polícia e supermercados INCONTINENTE ao "Continente".
Et al...]
Carlos Machado Acabado

"As "estórias" que eles contam [segundo Carl Sandburg] ou "A Cartilha Fraternal" VI

COMO DIZIA A MULHER DE SETÚBAL AO MARIDO DE UM SÍTIO QUALQUER (QUE ATÉ PODE SER TAMBÉM SETÚBAL):
"QUERRIDO, COM AS CRRIANÇAS NUNCA RALHES QUE EU TAMBÉM NUNCA RALHO..."

[Eu também "num", "carralho"!...]

Carlos Machado Acabado

"As "estórias" que eles contam [segundo Carl Sandburg] ou "A Cartilha Fraternal" VII

ESTA "ESTÓRIA" CONTA PARTE DO QUE SE PASSOU QUANDO O ENORME LETREIRO ELÉCTRICO QUE A EMPRESA EXPLORADORA (SALVO SEJA!) DAS AUTO-ESTRADAS SE AVARIOU POR CAUSA DE UM CURTO-CIRCUITO.
O LETREIRO DIZIA:
COM MAU TEMPO (CHUVA, NEVOEIRO, NEVÃO) POR FAVOR SEJA PRUDENTE! ACENDA OS FARÓIS E MODERE A VELOCIDADE!
TODOS OS QUE VIAJAREM NESTA ESTRADA BENEFICIARÃO COM O SEU CUIDADO!
DEPOIS DO APAGÃO ALGUMAS LETRAS FUNDIRAM-SE E O LETREIRO FICOU ASSIM:
COM MAU TEMPO (CHUVA, NEVOEIRO, NEVÃO) POR FAVOR SEJA PRUDENTE! ACENDA OS FARÓIS E MODERE A VELOCIDADE!
TODOS OS QUE VIAJAREM NESTA ESTRADA BENEFICIARÃO COM O SEU CUIDADO!
[PERCEBERAM?...]
Carlos Machado Acabado

"As "estórias" que eles contam [segundo Carl Sandburg] ou "A Cartilha Fraternal" VIII

A MULHER DA "ESTÓRIA" QUE SE SEGUE É A MESMA QUE DIZIA A TODA A GENTE QUE O SONHO DA VIDA DELA ERA TER UM MERCEDES.
"MAS TURBO", DIZIA ELA ENLEVADA E TODA A GENTE PIGARREAVA OU ASSOBIAVA BAIXINHO E PUNHA OS OLHOS NO CHÃO QUANDO ELA DIZIA ISTO, SEM QUE ELA PERCEBESSE POR QUÊ...

POIS...
Carlos Machado Acabado

"As "estórias" que eles contam [segundo Carl Sandburg] ou "A Cartilha Fraternal" IX

houveumavezumpadredaprovínciaquetinhaamaniaqueeramuitomuitomodernoequeestavasempreasercastigadopelobispoporquedesdequeumdiaveioalisboatinhaohábitodecontarnasmissascoisasdacidade.entãocontavasemprequetinhaidoaoestádiodaluz(queeramajestosoesedestacavanapaisagem(oqueeutambémachoporquesoudogloriosodesdepequeninocomomeupaimasprontos)opadrecontavaquetinhaidoentãoveroestádiodaluzqueacidaderaenormequetinhaumatiaemTelheirasequeoscarrosandavamtãodepressaqueelesaíudoestádiosemeteu-senumautocarroeaindamaltinhaentradonoautocarrojátinhatidodesairoutravez:nemimaginam!dizia:aquilofoi(diziaeledopúlpitocomoarmaissérioecândidodestemundo:)entrar,pagarobilhetesentare...
PIM! TELHEIRAS!
decadavezque contavaaestóriaasvelhascoravamtodaseobispoamandava-seaoar!

"As "estórias" que eles contam" [segundo Carl Sandburg ] ou "A Cartilha Fraternal" X

AS ESTÓRIAS QUE ELES CONTAM [segundo Carl Sandburg]

E CONHECEM AQUELA DA MULHER DO MINHO QUE, SEMPRE QUE O FILHO BÉBÉ SE LHE ATRAVESSAVA NO CAMINHO, BERRAVA FURIOSA:
ZÉZINHO! ESTÁS-ME A ESTORVAR!...
MAS O QUE AS PESSOAS OUVIAM REALMENTE ERA, CLARO:

ZÉZINHO! ESTÁS M'ASTORBAR...

[E atão? Não se riem?]

"As "estórias" que eles contam" ou "A Carilha Fraternal" [outra vez a sombra do Pacheco...]

AS HISTÓRIAS QUE ELES CONTAM(COLAGEM VIRTUAL SEGUNDO CARL SANDBURG):
A VELHINHA ENTROU NO BANCO, DIRIGIU-SE AO BALCÃO, ABRIU A MALINHA ONDE TINHA A REFORMA, ABRIU-A, TIROU UMA MÃO CHEIA DE NOTAS, ESTENDEU-AS AO CAIXA E... CAÍU PARA O LADO DESMAIADA!
O CAIXA GRITOU, O GERENTE VEIO CORRENDO LÁ DE DENTRO, OS CLIENTES ENTREOLHAVAM-SE MAS NINGUÉM PERCEBIA O QUE PODIA TER ACONTECIDO.
...ATÉ QUE A MENINA DOMITÍLIA, A MULHER DA LIMPEZA OLHOU POR CASUALIDADE PARA O BALO E REPAROU QUE DO LETREIRO QUE DIZIA:
"ABRA AQUI A SUA CONTA"
O "T" DE CONTA TINHA CAÍDO COM A TREPIDAÇÃO...

domingo, 15 de março de 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

"Love Story"

"Collage" efectuado sobre fotografias da revista do "Expresso" .

Venus

"Collage" realizado sobre uma fotografia da revista do "Expresso"

"Sheep all?"

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

"Do específico «de episteme» do 'collage'"

A principal qualidade--o principal atributo, em todo o caso--do 'collage' reside, a meu ver, argumentativamente no facto de ela permitir (e, no seu melhor induzir mesmo) que se estabeleça uma espécie de saudável e orgânica (de saudável PORQUE 'orgânica') "confusão" entre as posições de "sujeito" e de "objecto", em matéria de fruição da Arte.
Porque digo eu isto?

Porque o 'collage' é provavelmente (com toda a franqueza não me ocorre outro!) o único meio no qual o ponto-de-vista (analítico, crítico) do fruidor do objecto artístico é, por definição, parte integrante do próprio objecto.

Quando 'colo' projecto-me integralmente enquanto juízo crítico (ou "criticional", como por razões de rigor prefiro dizer) no objecto da minha fruição (ou da minha NÃO fruição: num certo sentido, para o caso, é de algum modo, completamente indiferente) demarcando, no acto, o meu próprio estatuto de sujeito desse mesmo acto e de todo o novo objecto assim, de algum modo reconhecível, (re!) construído.

No limite (e é isso que pretendo demonstrar no caso abaixo) o específico de episteme do 'collage' pode em tese situar-se completamente fora deste.

É, repito, um caso limite--mas (hipo) teticamente possível.

No objecto que se segue, a parte visual do 'collage' permanece, como se vê, literamente intocada.

A mudança de sentido (ou de "significado") ocorre no próprio título atribuído a posteriori ao 'collage'.

É através da designação contida na frase-título (desconstruída ela mesma, como é evidente, do título de um romance de Camilo--sobre o qual a frase discorre também, 'lateralmente', de resto, assim como sobre todo um certo específico romântico muito aracterístico, típico mesmo...), que o 'colleur' produz a inflecção semântica específica do 'collage'.

O dispositivo (neste caso integralmente exterior à secção puramente plástica do objecto a "colar" embora, como se vê, de modo algum, exógeno a este) que procede à mudança ou à... "rotação" ou ainda à "translação" sémica(s) do significado original da imagem "colada", agregando-lhe uma componente de sarcasmo e (óbvia!) iconoclasia que é, de alguma forma, distintiva do referido específico "cólico"...

Observem, pois, e identifiquemo "novo" (iconoclástico...) (meta) significado...
[Outras--igualmente "profanadoras...--possibilidades seriam, por exemplo, uma imagem de "um certo supermercado" acrescida da legenda "Supermercados INCONTINENTE".
Aqui o que estaria directamente em causa seria, obviamente, um juízo de natureza inequivocamente político sobre a grande propriedade, sobre o capital financeiro como mediador entre os indivíduos e as suas necessidades mais básicas e elementares: o grande capital financeiro como 'gestor' último dessas necessidades e, por conseguinte, como apropriador legal dos próprios indivíduos, mais ainda do que instrumentalmente, dos meios de re/produção, para utilizar um termo especificamente marxista.
Outro exemplo, ainda: uma imagem de um outro supermercado e, desta feita, a legenda: "Supermercados FODELO".
Nada mais: apenas, como no caso do "exemplo" acima trascrito, imagem+frase, numa paródia sarcástica do minimalismo duncional da mensagem típica de uma certa "pub" para quem os mecanismos de controlo e apropriação dos indivíduos são levados a um extremo de invasividade e mesmo de pura e simples brutalidade. De im/pura e simples violência--terrorismo--cultu(r)al...]

"The Raven [Prometheus bird got it all wrong...]"